Sarkozy manda polícia remover bloqueios dos grevistas

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse hoje ter ordenado à polícia que desobstrua os acessos a todos os depósitos de combustível do país. A decisão foi tomada após greves no setor de refinaria causarem falta de combustível em diversos pontos da França. "A desordem provocada por esses bloqueios produziram numerosas injustiças", disse Sarkozy em comunicado. A falta de combustível causa desemprego e prejudica as pessoas mais vulneráveis do país, segundo ele. Ontem, quatro mil dos 12.500 postos do país não tinham combustível suficiente.

AE, Agência Estado

20 de outubro de 2010 | 10h13

As 12 refinarias do país pararam sua produção esta semana. A medida é parte de uma onda de protestos nacionais em várias áreas contra a reforma previdenciária defendida pelo governo, cuja intenção, entre outros pontos, é elevar a idade mínima para a aposentadoria de 60 para 62 anos a fim de reduzir o déficit orçamentário francês.

Os problemas com a falta de combustível ocorrem apesar de a França ter reservas para várias semanas. Os distribuidores têm ainda a opção de importar o produto de outras nações, porém o setor tem sido prejudicado pelos bloqueios realizados pelos manifestantes nos depósitos. Eles também bloquearam oleodutos que levam combustível para aeronaves aos aeroportos de Paris por várias horas, na semana passada. Caminhoneiros em greve ontem também dificultaram o transporte dos derivados de petróleo.

A polícia francesa já começou a retirar hoje os manifestantes que bloqueavam os depósitos de combustível, informou a France Presse. "Para voltar à situação normal nós precisamos de quatro ou cinco dias", disse o ministro de Transportes, Dominique Bussereau. Conforme os caminhões entreguem combustível nos depósitos desbloqueados, a situação deve começar a melhorar nas próximas horas, previu ele.

Há o risco de haver novos confrontos entre policiais e manifestantes. Ontem, vários manifestantes, entre eles muitos jovens, entraram em choque com a polícia. Segundo o Ministério da Educação, pelo menos 379 escolas secundárias foram bloqueadas ontem pelos estudantes. Foi o maior número de escolas fechadas por estudantes em protesto em um só dia, desde que o movimento estudantil aderiu à greve na semana passada. As informações são da Dow Jones.

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