Sarkozy não aceitará regularização em massa de ilegais

O ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que não aceitará "jamais uma regularização em massa" de imigrantes ilegais, em alusão ao chamado "caso de Cachan".Sarkozy fez estas declarações em entrevista publicada hoje pelo semanário "Le Journal du Dimanche", após um acordo fechado este fim de semana para buscar uma solução para as 300 pessoas que viviam em más condições desde agosto no ginásio municipal da localidade de Cachan, nos arredores de Paris.Estas pessoas, em sua maioria de origem africana, rejeitavam até ontem a oferta de realojamento provisório proposta pelas autoridades depois que foram expulsos por ordem judicial e por razões de segurança de uma antiga residência universitária de Cachan, ocupada há anos.Sarkozy confirmou que "cada uma" dessas pessoas "será realojada de forma provisória em albergues para imigrantes administrados pela França Terra de Asilo".A oferta, rejeitada por doze pessoas, contribuiu para desbloquear a situação dos "300 de Cachan", em sua maioria mulheres e crianças. A evacuação do ginásio começou no sábado.A primeira oferta de um alojamento provisório em hotéis tinha sido aceita por quase 200 "ocupantes" de Cachan, mas os outros cem exigiam uma habitação social, algo que Sarkozy rejeita, com o argumento de que "o fato de ocupar um edifício não deve servir para passar na frente de outras pessoas que estão na lista de espera".Este caso foi usado pelos partidos e associações de esquerda para criticar a política do Governo conservador, mais concretamente a de Sarkozy, sobre a imigração.Segundo as associações que ajudaram os ocupantes do ginásio, há cerca de 220 imigrantes ilegais entre os desabrigados, o que representa mais de dois terços do total.Na entrevista, Sarkozy se comprometeu a analisar "caso por caso", mas adverte que não aceitará "jamais uma regularização em massa".

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