Sarkozy pressiona Rússia para retirar tropas da Geórgia

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pressionou hoje a Rússia a honrar seu compromisso de retirar as tropas da Geórgia. Em visita a Moscou, Sarkozy advertiu que a União Européia (UE) está unida sobre a questão - o líder francês também é presidente de turno do bloco europeu. Durante as conversas com o presidente russo, Dmitry Medvedev, a delegação liderada por Sarkozy também pressionou pelo envio rápido de centenas de monitores da UE para a Geórgia. Mas logo após a chegada do líder francês, na manhã de hoje, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que Moscou é contra o envio de uma missão independente da UE ao país."Eles querem paz, querem confiança, querem boas relações entre os vizinhos", disse Sarkozy sobre a posição "unificada" dos líderes europeus. Entre os membros da delegação estavam o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, e o chefe da política externa da UE, Javier Solana.Quase um mês após um cessar-fogo negociado por Sarkozy para encerrar uma guerra de cinco dias entre a Rússia e a Geórgia, as tropas russas permanecem em alguns pontos do território georgiano. A Geórgia e países do Ocidente acusam Moscou de não retirar suas tropas para as posições de antes do início do conflito, em 7 de agosto.A Rússia argumenta que mantém apenas um contingente de manutenção de paz e que este está, pelo acordo, autorizada a ficar no território para manter a segurança nas províncias separatistas da Abkházia e da Ossétia do Sul. Moscou reconheceu as duas regiões como Estados independentes.Sarkozy foi criticado por dar aos russos muito espaço para interpretar o texto, firmado no dia 12 de agosto. O tour por Moscou e Tbilisi hoje pode ser a última chance do francês salvar o acordo, e também sua credibilidade como negociador da paz.A Geórgia afirma que a Rússia, ao invés de retirar, aumentou as tropas em seu território, durante o fim de semana, com pelo menos 60 soldados. Além disso, acusa dois jatos da força aérea russa de terem sobrevoado ilegalmente no domingo o espaço aéreo georgiano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.