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Sarkozy promete combater criminalidade em subúrbios franceses

O presidente da França, Nicolas Sarkozy,prometeu enviar mais 4.000 policiais para travar uma "guerraimpiedosa" contra as gangues e os traficantes de drogapresentes nos subúrbios pobres de grandes cidades francesas,muitos dos quais testemunhas da explosão de violentos protestosde rua em 2005. O plano de Sarkozy para recuperar os bairros que abrigamvárias etnias diferentes em grandes conjuntos de apartamentoserve de resposta às semanas de violência juvenil e cenas devandalismo que viraram manchete três anos atrás e que costumampipocar ocasionalmente desde então. "Vamos colocar fim à lei das gangues, do silêncio e dotráfico", disse o presidente a líderes de bairro ao divulgar oplano, que adota propostas feitas pela ministra francesa dePolítica Urbana, Fadela Amara, uma ativista dos direitos civise uma das várias figuras de esquerda presentes no governo. Sarkozy prometeu gastar 500 milhões de euros (724,6 milhõesde dólares) para melhorar as linhas de transporte em áreascomplicadas permitindo a "rápida reurbanização de bairrosparticularmente isolados," que costumam ficar sem ligação com ocentro das grandes cidades mesmo que, geograficamente, estejampróximos. O dirigente prometeu também aumentar a oferta de empregos ede contratos especiais de treinamento para ajudar os jovensdesses bairros a encontrarem um trabalho. E pretende enviar ascrianças para escolas de áreas diferentes a fim de garantir queas várias etnias se misturem. Sarkozy anunciou seu plano pouco antes das eleiçõesmunicipais, que devem ocorrer nos dias 9 e 16 de março. Os índices de popularidade dele desabaram desde o começo doano, e o partido do presidente teme que o preço seja cobradonas urnas. A maior preocupação dos eleitores é com a diminuição de seupoder de compra. E os franceses acusam o presidente de gastarmais energia com sua vida particular, ao lado da nova mulher,Carla Bruni, do que com os esforços para ajudá-los. Sarkozy ficou ao lado de Amara, filha de imigrantesargelinos e fundadora do grupo Ni Putes, Ni Soumises (nemprostitutas, nem submissas), enquanto apresentava o plano. O presidente disse que não toleraria a discriminação econclamou as instituições de elite do país, tais como a escolaHenri IV e a instituição de treinamento ENA, a acolherem umnúmero maior de membros de outras etnias. Mas Sarkozy, que adotou medidas duras em 2005, quandoocupava o cargo de ministro do Interior, afirmou que o Estadonão poderia ajudar os pobres que não desejavam ajudar a sipróprios. "Para os que não quiserem fazer nada, o Estado não faránada", disse. A postura rígida adotada por Sarkozy à frente do Ministériodo Interior contra os jovens envolvidos nos distúrbios, em2005, e sua promessa de varrê-los das ruas gerou uma grandedose de hostilidade entre vários dos moradores de subúrbios. Em janeiro, o presidente visitou pela primeira vez umbairro pobre de periferia desde que foi eleito, em maio, econversou com vários jovens. Na sexta-feira, Sarkozy continuava prometendo adotar umalinha dura contra os que não respeitassem a cultura e o modo devida franceses. "Na França, não há lugar para a poligamia, amutilação genital, os casamentos pré-arranjados, o véu nasescolas e o ódio à França," afirmou.

ANNA WILLARD, REUTERS

08 de fevereiro de 2008 | 16h04

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