Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Jean-Philippe Arles/Reuters
Jean-Philippe Arles/Reuters

Sarkozy promete esforços para prender responsável por tiroteio em escola

Vítimas do tiroteio são um professor e dois de seus filhos, assim como a filha do diretor

19 de março de 2012 | 10h25

PARIS - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou da escola judia na qual foi registrado um tiroteio nesta segunda-feira, 19, em Toulouse - no qual morreram quatro pessoas, três delas crianças - que a França não cederá ao terror e que "o ódio não pode vencer".

"Não devemos ceder diante do terror", declarou no centro escolar o presidente, que ressaltou que "a barbárie e a crueldade não podem vencer, porque a República é muito mais forte".

Sarkozy considerou que os fatos constituem "uma tragédia nacional" e insistiu que "é preciso fazer todo o possível para que o assassino seja preso e pague por seus crimes".

As vítimas são um professor da escola Ozar Hatorah e dois de seus filhos, assim como a filha do diretor. Entre os feridos há um adolescente em estado muito grave.

O presidente francês, que anunciou que nesta terça será feito um minuto de silêncio em todas as escolas do país, ressaltou que "o assassinato não afeta apenas a comunidade judaica, pois todo o país está comovido".

O chefe de Estado constatou a "similaridade" da forma de operar observada no tiroteio com os assassinatos de um militar também em Toulouse no último dia 11 e dos homicídios de outros dois paraquedistas na cidade vizinha de Montauban, ocorridos no dia 15.

Em todos os casos, foi usada munição do mesmo calibre, de 11,43, e o assassino utilizou uma moto de muitas cilindradas.

Sarkozy, que disse que é preciso ter cautela e esperar as conclusões da polícia científica sobre esses vínculos, anunciou que as escolas judaicas e muçulmanas serão alvo de vigilância especial, e que os militares "receberam ordens para agir com prudência".

No entanto, o governante acrescentou que "as escolas devem seguir funcionando" e que os cidadãos que quiserem praticar sua religião "nas sinagogas, nas mesquitas ou nas igrejas, devem seguir fazendo".

No campo judicial, a Promotoria de Paris anunciou que está a cargo da investigação tanto dos assassinatos da escola judia, como das mortes dos três militares em Toulouse e em Montauban. 

 

Tudo o que sabemos sobre:
ParisSarkozyataqueescola

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.