Sarkozy promete processar site que o liga a Kadafi

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, prometeu nesta segunda-feira abrir um processo contra um site de notícias que afirma ter provas de que ele recebeu ofertas de financiamento de campanha do ex-líder da Líbia, Muamar Kadafi, na primeira vez em que se candidatou à presidência.

AE, Agência Estado

30 de abril de 2012 | 12h44

Sarkozy nega a afirmação, que veio à tona pela primeira vez quando um dos filhos de Kadafi falou sobre o assunto no ano passado, época na qual a França fazia pressão para a realização de ataques aéreos contra as forças do líder líbio com o objetivo de encerrar a repressão aos rebeldes.

Embora nenhuma prova tenha sido encontrada de que o financiamento tenha acontecido, o site francês Mediapart informou no sábado que obteve um documento líbio de 2006, assinado pelo então chefe de inteligência de Kadafi, Moussa Koussa, com uma oferta do regime de dar ? 50 milhões (US$ 66 milhões) para a campanha de Sarkozy.

Nesta segunda-feira, Sarkozy disse que vai abrir um processo contra o site antes do final da atual campanha presidencial e negou que exista qualquer verdade na acusação. "Aqueles que mentem, aqueles que dizem coisas falsas devem ser condenados pelo sistema judiciário", disse ele à emissora de televisão France 2. Assim que o processo for aberto, os promotores terão de decidir se o caso merece investigação, o que pode levar a um indiciamento.

Sarkozy, que está atrás do socialista François Hollande nas pesquisas de opinião para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo, também acusou o Mediapart de ser porta-voz da esquerda.

François Bonnet, diretor editorial do site, rejeitou a acusação. "É simplesmente grotesco e difamatório", disse ele. As informações são da Dow Jones.

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