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Sarkozy propõe a criação de centros de 'desradicalização' para jihadistas

Ex-presidente também sugeriu a retirada da nacionalidade francesa aos suspeitos de terrorismo com dupla nacionalidade

O Estado de S. Paulo

21 de janeiro de 2015 | 20h51


PARIS - O ex-presidente da França e líder do partido conservador União por um Movimento Popular (UMP), Nicolas Sarkozy, propôs nesta quarta-feira, 21, a criação de centros de "desradicalização" para garantir que os jihadistas que tenham completado sua pena estejam preparados para viver em sociedade.

O ingresso nesse tipo de centro ocorreria ao término de sua estadia na prisão, segundo indicou Sarkozy em entrevista concedida ao canal de TV France 2. Ele também sugeriu a retirada da nacionalidade francesa aos suspeitos de terrorismo com dupla nacionalidade.

O ex-chefe de Estado defendeu também a prisão ou a expulsão do país dos imames que incitem ao jihadismo ou participem de atos terroristas e ressaltou que o Islã "deve fazer um esforço para integrar-se".

"Queremos um Islã da França e não um Islã na França", declarou Sarkozy, para quem o clima de união nacional demonstrado após os recentes atentados que deixaram 17 vítimas mortais "não quer dizer que não se possam fazer propostas".

O ex-presidente (2007-2012) sustentou que nos últimos dois anos o número de jihadistas na França passou "de alguns até centenas" e pediu à classe política "estar à altura deste desafio considerável e da complexidade da resposta".

O primeiro-ministro, Manuel Valls, tinha anunciou que nos os próximos três anos haverá 2.680 novos empregos nos diversos serviços que lutam contra o terrorismo e "a primeira urgência" será "reforçar os meios humanos e técnicos" dos serviços secretos, que terão 1.400 agentes suplementares.

Por sua vez, Sarkozy disse estar "consternado" pelo fato de que Valls tenha afirmado que no país há um "apartheid social, territorial e étnico", e qualificou de erro utilizar esse termo para descrever a situação. / EFE

 

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