Sarkozy propõe coibir evasão fiscal na França

Caso o presidente da França, Nicolas Sarkozy, seja reeleito, seu país deve se preparar para um grau de rigor fiscal inédito na Europa. O chefe de Estado apresentou ontem seu programa de governo para o período 2012-2017, a 20 dias do primeiro turno das eleições presidenciais de 22 de abril. O projeto prevê cortes fiscais e aumentos de receita na ordem de € 115 bilhões, um recorde no continente.

ANDREI NETTO , CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2012 | 03h02

"Meu compromisso é chegar a déficit zero em 2016. Previ € 115 bilhões de esforço: € 75 bilhões sobre as despesas e € 40 bilhões sobre as receitas."

Uma parte do esforço, disse Sarkozy, virá dos "exilados fiscais" franceses, que serão "caçados" no exterior para pagar impostos. O presidente não disse como a medida será aplicada. Entre suas promessas, Sarkozy garantiu que € 8 bilhões virão da taxação da renda dos franceses que transferiram contas bancárias e rendimentos para países onde os impostos são mais baixos, assim como do aumento de impostos sobre grandes empresas.

A proposta tem como objetivo captar eleitores de seu principal rival, o socialista François Hollande, que acusa Sarkozy de ser o "candidato dos ricos" e tem como base de seu programa de governo um aumento de impostos sobre classes mais altas.

Imigrantes. O Ministério do Interior francês expulsou ontem dois imãs - líderes religiosos muçulmanos - considerados radicais e dois militantes islâmicos nascidos no exterior.

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