AFP PHOTO / CHARLY TRIBALLEAU
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Sarkozy será julgado por corrupção e tráfico de influência em novo caso, afirma jornal francês

Segundo o 'Le Monde', ex-presidente teria usado sua influência para obter acesso a detalhes de um inquérito sobre supostas irregularidades em sua campanha eleitoral de 2007

O Estado de S.Paulo

29 Março 2018 | 12h59

PARIS - O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy será julgado por acusações de que teria usado sua influência para obter acesso a detalhes vazados de um inquérito sobre supostas irregularidades em sua campanha eleitoral de 2007, segundo publicou o jornal Le Monde nesta quinta-feira, 29.

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Junto ao ex-presidente, de acordo com a publicação, também sentarão no banco dos réus, conforme solicitação da Promotoria Nacional Financeira feita em outubro, o seu advogado, Thierry Herzog, e o ex-juiz Gilbert Azibert.

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O caso teve início depois que investigadores usaram grampos telefônicos para investigar alegações separadas de que o ex-líder líbio Muamar Kadafi - morto em 2011 - teria financiado a campanha de Sarkozy.

Pelas conversas, eles começaram a suspeitar de que o ex-presidente estaria acompanhando um outro caso por meio de uma rede de informantes. Deduziram que Sarkozy tentava obter, por meio de Azibert, informações secretas do processo que investigava se Liliane Bettencourt, herdeira do império de cosméticos L'Oréal, financiou ilegalmente sua campanha de 2012.

Algumas dessas conversas foram divulgadas à imprensa e davam a entender que o ex-presidente estava disposto a ajudar o juiz a conseguir um cargo em Mônaco, em troca de sua influência na decisão do Supremo Tribunal sobre o caso Bettencourt.

Em março de 2016, o Supremo validou de forma definitiva quase todas as escutas do ex-presidente sobre as quais se baseiam as acusações, mas diversos recursos atrasaram o andamento do processo, e a decisão dos juízes de instrução, da qual podem recorrer os acusados, foi assinada nesta manhã.

O advogado de Sarkozy não estava disponível de imediato para comentar as informações. O ex-presidente ainda tem um julgamento pendente pelo suposto financiamento irregular de sua campanha eleitoral de 2012. / REUTERS, EFE e AFP

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