Sarkozy vai ao Líbano em primeira visita a líder europeu

Presidente francês foi recebido no aeroporto internacional Rafik Hariri de Beirute por Michel Suleiman

EFE,

07 de junho de 2008 | 05h46

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegou neste sábado, 7, a Beirute acompanhado de uma delegação de alto nível, na primeira visita de um líder europeu ao Líbano desde a eleição em maio de seu novo chefe de Estado, Michel Suleiman.   Sarkozy foi recebido no aeroporto internacional Rafik Hariri de Beirute por Suleiman, assim como pelo primeiro-ministro, Fouad Siniora; o presidente do Parlamento, Nabih Berri; o ministro de Assuntos Exteriores, Fawzi Salloukh, e outros responsáveis locais, assim como por diplomatas franceses.   Durante sua estadia de cinco horas na capital libanesa, Sarkozy deve se reunir com Suleiman, Siniora, Berri e com os principais líderes libaneses, que fizeram um acordo de Doha em maio passado para tirar o país da crise e graças ao qual se pôde escolher o novo presidente.   Algumas medidas de segurança excepcionais acompanharão a visita de Sarkozy ao Líbano, que foi precedido ontem à noite por seu ministro de Assuntos Exteriores, Bernard Kouchner.   Antes de chegar, Sarkozy declarou a vários periódicos libaneses que todo mundo "se beneficiará com a estabilização do Líbano".   Na visita, Sarkozy expressou o apoio total de seu país ao Líbano e destacou que a eleição de Suleiman representa "o começo de uma nova era, símbolo de esperança para todos os libaneses".   "O Líbano pode contar com o apoio político, econômico, cultural e afetivo da França", afirmou Sarkozy, em Beirute. "É necessário reconstruir o Líbano, que durante muitos anos foi o símbolo da abertura, da reconciliação e da diversidade. O país passou por muitos sofrimentos e desgraças, mas chegou o momento de olhar para o futuro", disse o francês.   Sarkozy insistiu que a aplicação integral do acordo de Doha, alcançado em maio pelos líderes libaneses para tirar o país da crise em que estava há mais de 18 meses e lembrou que os políticos libaneses têm obrigação de cumprir o prometido. Sarkozy anunciou o envio de uma delegação cultural francesa para reforçar o ensino e outra econômica para ajudar na aplicação de fundos doados em Paris no ano passado.   A França exerce uma poderosa influência sobre o Líbano, país que tutelou durante seu protetorado (1918-1943).   Suleiman assegurou diante de Sarkozy que "os momentos difíceis passaram" e que seu país está comprometido com o estabelecimento de um Estado de direito. "O acordo de Doha, no qual a França também desempenhou um papel regenerou a estabilidade política tão esperada e desejada", afirmou Suleiman.   Suleiman pediu também o respaldo de Sarkozy para abordar a ocupação israelense de territórios libaneses: "o Líbano conta com seu apoio para recuperar seus territórios ocupados e aplicar o direito e a volta dos refugiados palestinos". A resolução 194 do Conselho de Segurança da ONU revê a volta dos refugiados palestinos a sua pátria e a cobrança de indenizações para os que não desejem fazê-lo.

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