Sarney e João Paulo Cunha lamentam morte de embaixador

O presidente do Senado, José Sarney, afirmou hoje que a morte do brasileiro Sérgio Vieira de Mello, representante da ONU no Iraque, "é um atentado hediondo". "Do ponto de vista pessoa, trata-se de um melhores homens do Brasil, um homem que vinha que se destacado internacionalmente com uma finalidade, uma única missão de promover e lutar pela paz, expondo sua vida e ao mesmo tempo colocando seu trabalho e seu talento como funcionário das Nações Unidas". O presidente do Senado observou que Sérgio Vieira de Mello foi um homem que em toda a sua carreira dentro das Nações Unidas não teve nenhuma influência política e se destacou só pelo seu talento. "Era uma grande figura humana. O seu nome era expressivo na burocracia internacional e nos organismos multilaterais. De maneira que perde o Brasil", afirmou.O presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que está em São Paulo, divulgou nota de repúdio ao assassinato de Sérgio Vieira de Mello. A nota será lida no plenário pelo vice-presidente da Casa, deputado Inocêncio Oliveira (PFL-PE). "É lamentável que o Brasil e o mundo tenham perdido a vida, a experiência e a competência do embaixador Sérgio Vieira de Mello?, diz a nota. ?Atentados, guerras e guerrilhas nunca são o melhor caminho para dirimir conflitos?. ?O mundo da diplomacia e da civilidade está de luto. Com a morte do nosso embaixador, os profetas da barbárie, seja de que lado estiverem, devem estar comemorando. Mas os bárbaros não vencerão." Os presidentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Nilson Naves, e do Superior Tribunal Militar (STM), almirante-de-esquadra Carlos Eduardo Cezar de Andrade, repudiaram o atentado. "O ataque terrorista perpetrado contra o escritório das Nações Unidas em Bagdá causou repulsa a mim e aos ministros do Superior Tribunal de Justiça. Repudiamos com veemência a ação covarde que vitimou funcionários de uma organização humanitária cujo propósito não é outro senão o de tentar minorar o sofrimento do povo iraquiano", disse, em nota, o ministro Nilson Naves, expressando "profundo pesar pela morte dos funcionários da ONU" e "pêsames à família do brasileiro Sérgio Vieira de Mello." Já o almirante Cezar de Andrade comentou: "Um brasileiro a serviço do mundo, num cenário de guerra, vítima de uma violência inominável que atinge a todos os cidadãos de bem. Sérgio Vieira de Mello desaparece, mas deixa para a humanidade seu exemplo de soldado da paz." No plenário do STM, os 15 ministros fizeram um minuto de silêncio em memória do diplomata. O ministro Nilson Naves declara ainda, em sua nota: "Sempre condenamos atos extremos que, com uso da força, se contrapõem ao diálogo, à solução. (...) Esperamos que todas as partes envolvidas no conflito no Iraque reflitam e busquem o caminho da paz.(...) (...) Ele (Vieira de Mello) foi um exemplo (...) de solidariedade e dedicação às causas sociais de grande relevância para o mundo (...)."

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