Korean Central News Agency / The New York Times
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Coreia do Norte segue fabricando novos mísseis, afirma inteligência americana

Segundo informações do jornal ‘The Washington Post’, imagens de satélite indicam que os norte-coreanos trabalham em ao menos um ICBM (míssil balístico intercontinental)

O Estado de S.Paulo

31 Julho 2018 | 02h38
Atualizado 31 Julho 2018 | 12h41

WASHINGTON - As agências de inteligência dos EUA acreditam que a Coreia do Norte está construindo novos mísseis na mesma fábrica onde produziu um míssil balístico intercontinental (ICBM), capaz de atingir cidades americanas, informou na segunda-feira, 30, o jornal The Washington Post. A informação foi obtida com base em imagens de satélite.

"A evidência recente, que inclui imagens de satélites obtidas nas últimas semanas, revela que estão trabalhando em ao menos um, talvez dois ICBM (mísseis balísticos intercontinentais) de combustível líquido, no grande complexo de pesquisa em Sanumdong, na região de Pyongyang", afirma a publicação, que cita funcionários do governo sem revelar sua identidade.

A Casa Branca disse que não comenta informações do setor de inteligência. Um membro do gabinete presidencial da Coreia do Sul se negou a falar sobre o assunto e afirmou apenas que as agências americanas e sul-coreanas observam atentamente as movimentações do regime norte-coreano.

Há alguns dias, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, admitiu em audiência no Congresso que Pyongyang continua produzindo material nuclear.

No dia 12 de junho, o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, chegaram a um acordo sobre a "desnuclearização" da Coreia do Norte em uma cúpula histórica celebrada em Cingapura.

Relembre abaixo quando Trump disse que não há mais ameaça nuclear da Coreia do Norte

Segundo o jornal, "esta nova informação não sugere um aumento da capacidade da Coreia do Norte, mas revela que o trabalho em armamento avançado prossegue semanas após o presidente Trump dizer no Twitter que Pyongyang 'já não é uma ameaça nuclear'".

Para alguns funcionários e especialistas americanos não surpreende que Pyongyang continue fabricando armas porque, a seu entender, Kim não fez qualquer promessa sobre o tema na cúpula com Trump, destaca o Post.

Em sua audiência no Congresso, Pompeo garantiu que "estamos pacientemente comprometidos com o caminho diplomático, mas não permitiremos que isto se eternize sem resultados".

Na semana passada, a Coreia do Norte começou a desmantelar a infraestrutura de sua principal base de lançamento de satélites, considerado um local de disparo de mísseis balísticos intercontinentais.

No final de novembro, o regime norte-coreano lançou um míssil ICBM, batizado como Hwasong-15, que voou cerca de 4,5 mil quilômetros antes de cair no Mar do Japão (Mar do Leste). / AFP, EFE e REUTERS

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