Saúde de Saleh divide previsões sobre futuro do país

O estado de incerteza que ronda o Iêmen tem levado diversos analistas e a imprensa a fazer previsões opostas sobre o futuro do país. Com o presidente Ali Abdullah Saleh sendo tratado na Arábia Saudita, as principais especulações giram em torno de seu real estado de saúde e quando ele poderá - se é que isso será possível - reassumir o posto.

, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2011 | 00h00

A emissora de TV Islah - de propriedade de Hamid al-Ahmar, irmão mais novo do líder tribal e principal opositor, xeque Sadeq al-Ahmar - tem noticiado o estado de saúde do presidente como "muito grave". Segundo o canal, Saleh estaria com intensa hemorragia na cabeça e não teria possibilidade de reassumir o cargo pelos próximos meses. Já os principais jornais do governo afirmam que o presidente está se recuperando bem e poderá retornar ao Iêmen em breve.

Se, por um lado, muitas das notícias parecem claramente influenciadas pela linha política adotada, analistas de grandes canais árabes têm ajudado pouco a esclarecer o que o futuro guarda para o Iêmen - o país, tomado por grupos islâmicos e conservadores pode facilmente entrar em colapso e enfrentar uma guerra civil, caso o vácuo governamental persista por muito tempo. Se esse cenário se concretizar, o Iêmen provavelmente se estabilizará em algum ponto entre a anarquia total encontrada hoje na Somália e a ampla gama de fundamentalistas islâmicos que atualmente se encontram no Afeganistão.

Por outro lado, se as análises mais otimistas estiverem corretas, ainda que Saleh não reassuma, o atual premiê, Ali Mohammed Majawar, lideraria uma coalizão com a oposição e chefes tribais, evitando uma catástrofe maior e estabelecendo um governo de transição até que eleições possam ser realizadas, provavelmente em 2012.

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