Saúde do ex-líder indonésio Suharto é 'muito crítica'

Família diz que deixarão para médicos decisão de tirá-lo ou não de aparelhos que o mantém vivo

AP

13 de janeiro de 2008 | 16h21

Os membros da família do ex-ditador da Indonésia, Suharto, disseram que deixarão para os médicos a decisão de tirá-lo ou não dos aparelhos que o mantém vivo. Os médicos descrevem sua condição como "muito crítica", colocando sua chance de sobrevivência em 50%. Suharto, que tem 86 anos, está com sérios problemas no coração, pulmão e rim e permanece ligado a um respirador artificial.     Os 32 anos de regime ditatorial de Suharto são considerados como um dos mais brutais e corruptos do século 20, terminados em 1998. Segundo a chefe do departamento médico, Marjo Subiandono, a família está informada de que a situação do ex-ditador pode se deteriorar rapidamente.    O ex-ditador, cujo regime é visto como um dos mais corruptos e brutais do século 20, tem complicações de saúde desde que foi afastado do poder, no auge da crise econômica asiática de 1997-98., de 1967 a 1998.   Justiça   Suharto, que até o momento tem evitado ser levado a julgamento graças a seu exército particular de advogados e a seu estado de saúde, lidera as listas de dirigentes mais corruptos do Banco Mundial (BM) e da organização Transparência Internacional.   Em setembro, a Corte Suprema da Indonésia condenou a revista americana Time a indenizar Suharto em US$ 106 milhões por causa de um artigo que acusava o ex-presidente e a sua família de enriquecimento ilícito.

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