Sauditas deportam estrangeiros suspeitos de atentados

Seis britânicos e um canadense detidos na Arábia Saudita por suspeitas de participação em uma série de explosões que deixou uma pessoa morta e quatro feridas retornaram à Grã-Bretanha, depois de serem libertados e deportados pelas autoridades sauditas. O canadense William Sampson e o britânico Alexander Mitchell foram sentenciados à morte em outubro de 2001. Os britânicos James Lee, James Cottle, Les Walker e Peter Brandon foram condenados à prisão perpétua. Um sexto britânico, Glenn Ballard, que passou dez meses detido sem ser indiciado, também foi libertado. Os crimes pelos quais os estrangeiros foram condenados foram cometidos no fim de 2000.As explosões foram atribuídas a disputas entre gangues rivais pela comercialização de bebidas alcoólicas, proibidas pelas leis islâmicas. O ministro britânico das Relações Exteriores, Jack Straw, recebeu com satisfação a libertação dos prisioneiros. "Estou aliviado por eles terem retornado ao Reino Unido e às suas famílias", disse Straw.A chancelaria também divulgou um comunicado segundo o qual os homens estão felizes pelo retorno, agradecem aos familiares e ao governo britânico pelo apoio e pedem privacidade à imprensa. No Canadá, o chanceler Bill Graham contou que Sampson foi libertado após um pedido de clemência feito à família real saudita.

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