Sauditas negam morte de seguranças em ataque a consulado

Extremistas islâmicos invadiram o consulado dos EUA na cidade portuária saudita de Jeddah, em nova demonstração de que a rede terrorista Al-Qaeda continua ativa e capaz de ataques ousados na Arábia Saudita. Pelo menos oito pessoas morreram em um confronto iniciado quando as forças de segurança sauditas invadiram a edificação para libertar os reféns. Os mortos são cinco funcionários, não americanos, e três terroristas. Oficiais de segurança inicialmente anunciaram que quatro agentes sauditas haviam morrido na ação, mas o Ministério do Interior garantiu que apenas um agente ficou seriamente ferido.Oito funcionários do consulado também foram feridos, bem como dois atacantes, que foram capturados. Nenhum americano foi morto ou feito refém. De acordo com autoridades, o grupo escondeu-se atrás de um carro que entrava no complexo e lançou granadas nos guardas para assumir o controle dos portões. Dentro do consulado, eles fizeram 18 pessoas reféns, informou um funcionário saudita em Washington. O Departamento de Estado e o governo saudita garantem que não houve reféns e que os atacantes nem conseguiram entrar no prédio. O funcionário saudita explicou que depois os atacantes ligaram para a delegacia de polícia e ameaçaram começar a matar os reféns caso as forças de segurança não recuassem. Imediatamente, as forças sauditas invadiram o complexo e houve confronto. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pela operação, atribuída pelas autoridades a um "grupo desgarrado" - o modo como o governo se refere à Al-Qaeda.

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