Sauditas negam-se a negociar libertação de refém americano

A Arábia Saudita deu a entender que não atenderá às exigências da Al-Qaeda para que solte militantes presos em troca da libertação do americano Paul Marshal Johnson, de 49 anos, seqüestrado na semana passada. O filho de Johnson, Paul, pediu ajuda ao governo saudita para obter a libertação do pai, que trabalha para a empresa Lockheed Martin. "Ele não merece isso, só fazia seu trabalho", declarou o jovem."Respeito seu país e respeito o que sua população faz; só quero que meu pai volte para casa a salvo", disse Paul. "Os sauditas podem conseguir isso e peço, por favor, que façam com que isso aconteça."A Al-Qaeda ameaçou na terça-feira matar o engenheiro americano se o governo saudita não libertar os militantes até sexta-feira. Abdel al-Jubeir, conselheiro diplomático do príncipe herdeiro saudita, Abdala Ben Abdel Aziz, rejeitou o ultimato e afirmou que Riad não negociará com os terroristas. "Nossa posição é a mesma há 30 anos. Não negociamos com terroristas e seqüestradores, já que isso incentivaria o terrorismo e a tomada de reféns", disse Al-Jubeir à rede CNN. A Casa Branca informa que o presidente George W. Bush segue atentamente o caso de Johnson e funcionários do governo estão em contato com a família do americano seqüestrado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.