Sauditas prometem segurança no Haj contra tumulto e militantes

A Arábia Saudita prometeumanter a segurança de mais de dois milhões de muçulmanosparticipando da peregrinação do Haj na próxima semana, citandonovos procedimentos na ponte onde centenas de pessoas morrerampisoteadas. Cerca de 1,64 milhão de pessoas de todo mundo chegaram àregião de Meca nas últimas semanas para o ritual de cinco diasque terá início na segunda-feira. Pelo menos meio milhão de pessoas da Arábia Saudita devemparticipar, embora os números finais não estejam claros devidoaos muçulmanos, que vão à Meca sem permissão oficial. "Nós faremos todo o esforço para garantir a segurança dosconvidados de Deus", disse o ministro Prince Nayef, no sábado. Ele afirmou não haver nenhuma ligação entre o evento desteano e os 208 homens presos no mês passado em uma série deoperações contra militantes na Arábia Saudita, o maior paísexportador de petróleo e sede das regiões mais sagradas doIslamismo. O Haj, uma das maiores demonstrações de devoção religiosaem massa, foi marcado nos últimos anos por incêndios,desabamento de hotéis, confrontos entre a polícia emanifestantes e esmagamentos fatais devido à aglomeração. O governo também está atento para as ações de militantes.Membros da al-Qaeda lançaram uma campanha, em 2003, paradesestabilizar a monarquia apoiada pelos Estados Unidos.Radicais se opõem à tomada de controle da realeza saudita daGrande Mesquita por duas semanas em 1979. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, vai atender aoritual neste ano, aumentando as chances de uma possívelatividade política por peregrinos iranianos xiitas. Prince Nayef, após um desfile de cerca de 50.000 membrosdas forças envolvidas na proteção do Haj, disse que não haveráprocedimentos extras de segurança por causa do líder iraniano. Ele também apontou para mais obras na ponte em Mina, ondeos peregrinos apedrejam pilares de pedra que marcam o localonde muçulmanos acreditam que o demônio tentou prevenir oprofeta Abraão de prestar atenção nas ordens de Deus. "Eu estou certo de que a adição de um outro pavimento nesteano vai facilitar o fluxo de peregrinos para o ritual", disse. Em janeiro de 2006, 362 pessoas foram pisoteadas até amorte na ponte de Jamarat, a pior tragédia do ritual em 16anos. (Reportagem de Jonathan Wright)

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