Schröder e Chirac reforçam posição contra guerra

O chanceler alemão Gerhard Schröder reiterou que os líderes da Alemanha e da França vão manter a posição contrária a uma guerra no Iraque mesmo diante das críticas feitas pelos Estados Unidos, e que não aceitarão a visão de que uma guerra é inevitável. "Nós somos da opinião de que tudo deve ser feito para que se consiga fazer a implementação das resoluções da ONU por meios pacíficos", declarou Schröder, ao lado do presidente francês, Jacques Chirac, em um debate com estudantes dos dois países na Chancelaria em Berlim. "Essa é uma posição comum da França e da Alemanha e nós não vamos divergir dela", afirmou. Os dois países são membros atuais do Conselho de Segurança da ONU, embora apenas a França tenha poder de vetar as decisões do grupo. Ontem, Schröder e Chirac assumiram uma postura firme contra a campanha da administração norte-americana de lançar uma guerra e têm defendido a ampliação do prazo para que os inspetores da ONU procurem armamentos de destruição em massa no território iraquiano. Os dois líderes não fizeram referências diretas aos comentários do secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, que sugeriu ontem que a França e a Alemanha não são representantes da opinião de toda a Europa e classificou a posição dos dois países como um problema. Mas Schröder tornou claro que a Alemanha não apoiará uma resolução da ONU autorizando uma guerra contra o Iraque. "Não podemos aceitar quando as pessoas dizem que uma guerra é inevitável", disse. "Uma guerra nunca deve ser inevitável", completou. "Essa é a nossa política externa comum", reforçou Chirac. As informações são da Dow Jones.

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