Schroeder confiante após debate que o favoreceu

O chanceler Gerhad Schroeder, aparentando confiança e serenidade nesta segunda-feira, após ganhar vantagem no segundo debate televisionado com seu rival conservador, insistiu em que sua franca oposição a um ataque contra o Iraque não era uma tática eleitoral. Schroeder obteve grandes mostras de aprovação por parte dos telespectadores no domingo à noite, tanto por sua política exterior como por suas qualidades de competência e confiabilidade, superando o governador da Bavária, Edmund Stoiber, perante uma audiência de 15 milhões.Questionado sobre o Iraque por outros conservadores, Schroeder rejeitou serenamente a acusação de que colocava em risco as relações com os EUA só para ganhar pontos na corrida para as eleições de 22 de setembro. "Nossas relações são totalmente estáveis", disse o primeiro-ministro após uma reunião de seu Partido Social Democrata (SPD). "Mas, sobre esta base, deve ser possível ter opiniões diferentes sobre assuntos importantes", disse. "Minha impressão é que, na Europa, mais e mais colegas meus e setores crescentes da opinião pública crêem que estamos no caminho justo", acrescentou.Empatados nas pesquisas, Schroeder apareceu como mais amável, justo, competente e confiável do que Stoiber em uma sondagem após o debate divulgada pelo emissora ARD. A alta taxa de desemprego favorece as pretensões de Stoiber, mas as crescentes pressões dos EUA e Grã-Bretanha para tomar medidas contra Saddam Hussein permite a Schroeder concentrar a campanha na política exterior. Do total consultado, 57% dos telespectadores apoiaram os argumentos do premier em matéria de política exterior contra 28% a favor de Stoiber.O primeiro-ministro (chamado na Alemanha de chanceler) é eleito pelo Parlamento, e não diretamente pelos eleitores. Mas Schroeder se beneficiaria com uma pesquisa que o aponta como o preferido por 51% do público, em comparação com 44% da pesquisa anterior, enquanto Stoiber obteve em torno de 30% das preferências. Dirigentes conservadores atribuíram pouca importância a este segundo debate. "Lançou-se uma ofensiva sedutora", disse o governador do estado de Hesse, Roland Koch, dirigente da opositora União Democrata-Cristã (CDU). "Mas está mais claro do que nunca que o primeiro-ministro é mudo em questões da economia. Quanto à política exterior, por razões eleitorais, segue uma política isolacionista, que é absolutamente irresponsável para a Alemanha".

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