Scotland Yard chega ao Paquistão para investigar morte de Bhutto

Uma equipe da polícia britânicachegou ao Paquistão, nesta sexta-feira, para participar dasinvestigações sobre o assassinato da líder oposicionistaBenazir Bhutto. Bhutto, que foi duas vezes primeira-ministra do país, foimorta em um atentado na cidade de Rawalpindi no dia 27 dedezembro, pouco depois de acenar para simpatizantes do tetosolar de um carro quando deixava um comício eleitoral. O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, disse naquarta-feira que pediu à polícia britânica para ajudar nasinvestigações, em meio a uma série de incertezas sobre amaneira que a ex-premiê foi morta. Uma pequena equipe da Scotland Yard chegou ao aeroporto deIslamabad, mas seus integrantes se recusaram a fazerdeclarações aos jornalistas. Musharraf disse em entrevista coletiva em Islamabad, naquinta-feira, que não está totalmente satisfeito com asinvestigações. O local do atentado foi lavado pouco depois da explosão,que matou 23 pessoas além de Bhutto, mas o presidentepaquistanês negou que isso tenha sido uma tentativa deacobertar provas. Ele também disse que as autoridades não deveriam ter seapressado em dizer que a ex-premiê foi morta quando a força daexplosão esmagou sua cabeça contra a alavanca do teto solar,fraturando seu crânio. O partido de Bhutto diz que ela foi baleada. Não foirealizada autópsia no corpo da líder da oposição a pedido deseu marido, que alegou que ela foi claramente morta por umferimento a bala.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.