Reprodução/mirror.co.uk
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Scotland Yard diz não ter provas de que vigia morto teria disparado

Morte de Mark Duggan em Tottenham detonou revoltas que já duram quatro dias em Londres

Agência Estado

09 de agosto de 2011 | 15h15

LONDRES - Um órgão independente da polícia londrina que investiga a morte de um homem na cidade afirmou nesta terça-feira, 9, que não há evidências de que a vítima, um vigia de 29 anos, tenha disparado contra policiais. O episódio detonou os violentos protestos na capital britânica.

 

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De acordo com a Comissão Independente de Queixas Policiais (IPCC, na sigla em inglês), os testes balísticos apontam que "não há evidências de que a arma encontrada no local tenha sido acionada no incidente". Relatos iniciais davam conta de que Mark Duggan, o vigia, teria disparado contra policiais, o que motivou os oficiais a atirar de volta.

 

Dois disparos

 

Ainda segundo os testes realizados pela IPCC, Duggan foi alvejado depois de dois disparos feitos pelos policiais. Os resultados ainda confirmam que a bala encontrada em um rádio policial deixado no local veio de uma arma das forças de segurança.

 

Os legistas da Scotland Yard haviam dito à IPCC que, segundo seus testes, não era possível afirmar se disparos haviam sido feitos ou não com a arma encontrada perto de Duggan.

 

Milhares de jovens se mobilizaram para protestar contra a morte do vigia, que ocorreu em Tottenham, no norte de Londres, e iniciaram manifestações na noite do sábado. Desde então, a situação tem se agravado e a revolta ganhou caráter violento, se espalhando pela cidade. Segundo o governo, gangues se uniram aos manifestantes e a ocorrência de saques e incêndios tornou-se frequente.

 

A polícia já prendeu mais de 500 pessoas devido aos distúrbios, que também ocorreram em outras cidades britânicas. As autoridades ainda anunciaram que reforçaram o policiamento na capital para dispersar novas manifestações.

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