Scotland Yard inicia investigação sobre morte de ex-espião

O departamento antiterrorista da Scotland Yard iniciou neste domingo, 26, as análises das gravações das câmeras de circuito fechado (CCTV) para determinar quem envenenou o ex-espião russo Alexander Litvinenko, morto na quinta-feira em um hospital de Londres. Os investigadores também procuram o paradeiro das pessoas que se encontraram em 1º de novembro com o ex-espião, que tinha 43 anos e, segundo o jornal britânico The Sunday Telegraph, agentes da Scotland Yard planejam viajar a Roma e Moscou para fazer perguntas aos três homens com os quais Litvinenko se reuniu no que ficou doente.Apesar da negativa do Kremlin para envolver-se no caso, a Scotland Yard pediu a ajuda do governo da Rússia para resolver o assassinato do ex-agente. No sábado foi confirmada que a morte do russo está vinculada à ingestão de uma alta dose da substância radioativa polônio-210, que havia sido encontrada em um restaurante japonês de Picadilly, em Londres, onde ele almoçou em 1º de novembro, junto ao acadêmico italiano Mario Scaramella.Em uma dramática declaração ditada terça-feira da semana passada e lida no dia seguinte à sua morte, Litvinenko acusou o presidente russo, Vladimir Putin, pelo ataque. "Você pode ter tido sucesso em silenciar um homem. Mas um clamor de protesto proveniente de todo o mundo vai reverberar, senhor Putin, em seus ouvidos pelo resto de sua vida. Que Deus o perdoe pelo que fez", declarou Litvinenko na nota lida por seu amigo, Alexander Goldfarb.Putin negou qualquer relação com a morte do ex-espião, que estava asilado na Grã-Bretanha desde 2000, e pediu que a questão não se transforme em um escândalo.

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