Se EUA adotarem sanções contra a Síria, receberão o troco

A Síria avisou, nesta quinta-feira, que adotará ações recíprocas contra os Estados Unidos se o presidente George W. Bush impuser sanções contra a Síria, como propõe a Lei de Responsabilização da Síria, recentemente aprovada pelo Congresso americano. Sob condição de anonimato, um funcionário do alto escalão do governo sírio não fará nada por enquanto, mas adotará medidas recíprocas contra os Estados Unidos caso a lei seja sancionada por Bush. Na terça-feira, o Senado americano aprovou uma lei que acusa a Síria de abrigar "terroristas" e não conter a passagem de forças hostis aos EUA pela fronteira com o Iraque. A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma versão diferente da lei. O projeto retorna agora à Câmara para ser votado novamente antes de ser submetido à sanção presidencial. O governo Bush retirou suas objeções ao documento, o que dá ao presidente o direito de adotar sua implementação com base em preocupações com a segurança nacional. A Lei de Responsabilização da Síria proibiria empresas americanas de negociar com a Síria ou investir no país a não ser que Damasco adote uma série de medidas, como interromper seu suposto apoio e grupos considerados terroristas e parar de tentar obter armas de destruição em massa. A aprovação da lei por Bush provocaria a redução do corpo diplomático sírio em solo americano e restringiria a movimentação dos diplomatas pelos Estados Unidos. Ainda de acordo com o projeto de lei, a Síria seria obrigada a retirar seu Exército do vizinho Líbano e "impedir a entrada de armas e terroristas no Iraque". Os líderes sírios negam veementemente as acusações americanas. Eles dizem que seu Exército está no Líbano a convite do governo local. Eles alegam também que tentam impedir a passagem de rebeldes e armas pela fronteira com o Iraque, mas alertam para o fato de tratar-se de uma divisa muito extensa e difícil de ser plenamente fiscalizada.

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