Se Hillary der lavada, Trump tem de ficar quieto
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Se Hillary der lavada, Trump tem de ficar quieto

A pouco mais de duas semanas da eleição americana, pesquisas indicam que a candidata democrata deve vencer de forma incontestável no Colégio Eleitoral, dificultando a possível intenção do republicano Donald Trump questionar os resultados

Helio Gurovitz, O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2016 | 05h00

A 15 dias das eleições nos EUA, a vitória de Hillary Clinton está consolidada em 15 previsões recentes, reunidas no quadro abaixo. Com exceção da Fox News, todas lhe atribuem um mínimo de 272 votos no Colégio Eleitoral de 538 delegados, dois a mais do que precisa para vencer. Nas mais otimistas, o total chega a 359. O tamanho da vitória de Hillary determinará se Donald Trump terá coragem de cumprir a ameaça de contestar o resultado das urnas. Dificilmente ele terá força para desafiar uma margem folgada, como a sugerida nas previsões. Os dois casos mais recentes de eleições contestadas se deram em disputas apertadas.

Em 2000, George W. Bush só derrotou Al Gore depois que a Suprema Corte determinou o fim da recontagem de votos na Flórida. Em 1960, Richard Nixon só aceitou a derrota para John Kennedy na véspera da votação no Colégio Eleitoral, quando a recontagem em Illinois e New Jersey confirmava a vitória de Kennedy, e a Justiça negara recontagens em nove outros Estados. De Trump, espera-se qualquer reação. Mas, se perder de lavada, o melhor será ficar quieto.

O conveniente virou incômodo para Hillary

Ao revelar que um agente do FBI recebeu uma oferta suspeita do subsecretário Pat Kennedy para reclassificar e-mails de Hillary como “não confidenciais” e livrá-la de um inquérito, a Fox News lançou, enfim, luzes sobre uma figura escorregadia de Washington. As digitais de Kennedy, burocrata que comanda as engrenagens do Departamento de Estado, estão em todas as controvérsias da gestão Hillary, de Benghazi aos e-mails. Até agora, escapou ileso.

Chávez redivivo nas Filipinas

Quem anda com saudades de Hugo Chávez deve prestar atenção ao novo presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte. Dizendo inspirar-se em Adolf Hitler, ele propôs “massacrar” viciados e traficantes para “salvar a próxima geração da perdição”. Chamou o presidente americano, Barack Obama, de “filho de uma meretriz”. Suspendeu a luta conjunta contra terroristas e tem se aproximado da China. O antiamericanismo tacanho ganhou um novo herói.

A onda antissemita na Inglaterra

No primeiro semestre de 2015, aumentaram 11% os incidentes antissemitas registrados no Reino Unido, em comparação com o mesmo período de 2015, segundo relatório do Parlamento britânico divulgado na semana passada. Em um ano, crimes de natureza antissemita cresceram 97%, enquanto houve alta de 26% em todos os crimes de ódio. A maior preocupação, diz o relatório, se concentra em Londres.

Nem Davis, nem Davies - foi Davies, o “Tory Tornado” 

O Huffington Post cometeu uma gafe ao atribuir a David Davis, ministro britânico encarregado do “Brexit”, a proposta de verificar, por meio da arcada dentária, a idade de crianças refugiadas que pedem asilo. Os liberais-democratas enxovalharam a ideia e a atribuíram - também erroneamente - ao parlamentar conservador Philip Davies. Ela foi, esclarece o blog Guido Fawkes, aventada por David Davies, deputado galês conhecido como “Tory Tornado”.

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