Se Justicialistas não atenderem apelo, De La Rúa renuncia, diz Baylac

O presidente Fernando de la Rúa deixou o seu futuro nas mãos do Partido Justicialista. Segundo o ainda porta-voz Juan Pablo Baylac, o presidente disse que se o PJ não levar a sério o seu apelo pela unidade nacional, ele está disposto a renunciar. Este é o significado do gesto de grandeza que o presidente De la Rúa quis dar no seu pronunciamento oficial. Os principais empresários do país, agrupados na chamada Frente Produtiva, que reúne dentre outras organizações a poderosa União Industrial Argentina, estão reunidos para analisar a situação e discutir detalhes do plano econômico alternativo elaborado por eles e já entregue aos principais líderes políticos da Argentina. Tanto os setores da UCR quanto do PJ concordam com as propostas apresentadas pela Frente. Entre elas, inclui a geração de um clima de crescimento econômico, o fechamento das brechas fiscais, um subsídio de desemprego emergencial e a mudança da política monetária que o presidente De la Rúa já admitiu estar disposto a aceitar. Por esse plano, as dívidas em dólares passariam a pesos, sendo chamado de "pesificação". E ainda haveria uma desvalorização da moeda. O problema é com as empresas endividadas no exterior. Esse tema está sendo analisado pelas lideranças. No Congresso Nacional, a bancada da UCR já está estudando esse plano desde o meio-dia e tentando atrair a discussão do PJ para o mesmo. O senador Justicialista Eduardo Duhalde disse que conhece a proposta e que a mesma deverá ser discutida hoje à noite. Aparentemente, o Partido Justicialista está endurecendo sua posição.

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