Se renunciar, Saleh passará poder ao exército do Iêmen

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, disse hoje que se for mesmo renunciar, como exige a oposição, vai entregar o poder aos militares. "Nós estamos prontos para fazer sacrifícios pelo país. Mas vocês sempre estarão aí, mesmo se nós renunciarmos", disse ele a tropas leais, segundo um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial Saba.

AE, Agência Estado

19 de novembro de 2011 | 18h11

Saleh teria dado a declaração durante uma inspeção da Guarda Republicana, uma tropa de elite liderada pelo filho do presidente, Ahmed. Saleh, que está no poder desde 1978, tem sido pressionado pela oposição e pela comunidade internacional a renunciar, obedecendo um acordo mediado pelo Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico. O presidente elogiou o plano, mas ainda não assinou o documento.

Na próxima segunda-feira, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne para discutir a situação no Iêmen. No dia 21 de outubro, o conselho aprovou por unanimidade a resolução 2014, condenando os ataques das forças de Saleh aos manifestantes. Centenas de pessoas foram mortas desde que os protestos começaram, no fim de janeiro. As informações são da Dow Jones.

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