Se Tibete abdicar de independência, haverá diálogo', diz China

Governo chinês afirma ainda que questão é um assunto apenas do país e não deve haver intervenção exterior

Efe,

13 de março de 2009 | 05h28

A postura de Pequim sobre o Tibete, "consistente e clara", é de que o "território é parte inseparável da China" e o diálogo com o dalai lama só irá adiante se a defesa da independência for abandonada, disse nesta sexta-feira, 13, o primeiro-ministro Wen Jiabao.

 

Wen reiterou que o dalai lama "é um político exilado que dirige um governo teocrático traidor, que viaja por todo o mundo e é capaz de enganar alguns líderes políticos".

 

"O Tibete é um assunto completamente da China e não admitimos a intervenção exterior", destacou o premiê perante a imprensa após o encerramento da sessão anual da Assembleia Nacional Popular (ANP, Legislativo).

 

Wen aludiu assim à repercussão do apoio dado ao dalai lama nas relações com Pequim e à crise atravessada nos laços com a França, "onde foi recebido ao mais alto nível".

 

"Nas propostas de paz feitas nos Estados Unidos e na França o dalai lama disse coisas que depois negou, como seu desejo de que as forças armadas chinesas e a população Han saíssem do Tibete. Ele mente", reiterou.

 

Segundo o chefe de governo chinês, China e França estabeleceram relações diplomáticas há 45 anos "e, em conjunto, avançam".

 

"Porém, esperamos que a França compreenda o assunto tibetano e se esforce para recuperar os vínculos. A melhora das relações sino-francesas também melhorará as da China com a União Europeia (UE)", assinalou.

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