Washington Post photo by Jabin Botsford.
Washington Post photo by Jabin Botsford.

Conversas com democratas sobre muro são 'perda de tempo', diz Trump

Em entrevista ao 'The New York Times', presidente americano disse ter preparado o terreno para tomar providências caso o Congresso não aprove recurso para a obra na fronteira com o México

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2019 | 04h34
Atualizado 01 de fevereiro de 2019 | 13h17

WASHINGTON - Em entrevista ao jornal The New York Times, o presidente americano, Donald Trump, considerou "sem sentido" as conversas com congressistas sobre sua proposta de construir um muro na fronteira com o México e deu a entender que vai declarar emergência nacional para conseguir o que quer.

"Acho que Nancy Pelosi está prejudicando enormemente nosso país fazendo o que está fazendo e, em última análise, acho que eu apresentei as coisas da melhor maneira", afirmou o presidente, referindo-se à presidente da Câmara dos Representantes.

A negociação deve terminar em duas semanas. Trump já advertiu que, sem dinheiro para seu muro fronteiriço, permitirá que haja outra paralisação do governo federal. 

O governo acaba de sair de uma custosa paralisia parcial de 35 dias - a mais longa da história recente dos EUA -, em função da queda de braço entre Executivo e Legislativo.

Ao NYT, Trump não fez menção a uma nova paralisação, mas sugeriu que poderá declarar emergência nacional na fronteira como uma maneira de usar recursos militares para erguer o muro.

"Eu sempre me dei bem com ela (Pelosi), na verdade, mas agora acho que não vou mais", afirmou. "Acho que ela está fazendo um tremendo desserviço ao país. Se ela não aprovar o muro, todo resto é apenas uma perda de tempo, dinheiro e energia, porque é desesperadamente necessário", insistiu.

"Eu vou continuar a construir o muro, e nós vamos terminar o muro. Agora, se eu declaro ou não uma emergência nacional, isso vocês verão", disse Trump. 

Na quinta-feira, Pelosi afirmou que não vai incluir a verba para o muro na proposta do Congresso para manter o governo aberto após o dia 15 de fevereiro. / AFP e AP

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