Seattle e Chicago simularão atentados terroristas

As cidades americanas de Seattle e Chicago experimentarão nesta semana os efeitos da explosão de uma bomba radioativa e de um ataque bacteriológico. Trata-se de um dos mais realistas, detalhados e caros exercícios antiterrorismo já realizados no planeta. O Departamento de Segurança Interna, criado depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, gastou US$ 16 milhões e vai mobilizar 8.500 pessoas, entre policiais, profissionais de saúde, atores figurantes, e outros.O secretário de Segurança Interna, Tom Ridge, disse que o cenário estava fundamentado numa situação hipotética, mas que "reflete uma ameaça plausível". Mais de 500 metas, muitas das quais classificadas como "segredos de defesa", devem ser alcançadas durante a operação, que recebeu o nome de código "Top-Off 2". As conclusões do exercício não serão divulgadas pelo governo americano.O cenário da simulação foi organizado minuciosamente para aumentar a credibilidade. Primeiro uma "bomba suja" explode em Seattle, disseminando partículas radioativas. A explosão se daria hoje, num horário não divulgado, para manter o efeito surpresa. Momentos depois, num ataque ligado ao primeiro, terroristas espalham um agente bacteriológico em Chicago.Pelo plano, os organismos de segurança começam a agir imediatamente após os ataques, em coordenação com a Casa Branca, em Washington. Para realçar o realismo, dublês do vice-presidente, Dick Cheney, e do porta-voz da presidência, Ari Fleischer, foram contratados. A simulação envolve ainda o governo do Canadá.O exercício de emergência de defesa e hospitalar se estende até a sexta-feira. Ao fim da simulação, agentes do FBI, a polícia federal americana, prendem diversos terroristas após investigações em Chicago.

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