Seca e enchentes espalham fome pela América Central

O Programa Mundial de Alimentos (PMA), da ONU, solicitou ajuda à comunidade internacional para aliviar a fome provocada pela seca e por inundações na América Central. Cerca de um milhão de pessoas em Honduras, Nicarágua, El Salvador e Guatemala estão em risco por problemas de insegurança alimentar. A diretora interina do PMA para a América Latina, Rosa Inés Antolini, advertiu nesta terça-feira que a fome se agravará se as chuvas não se normalizarem nos meses da segunda colheita anual, chamada pela população de "postrera", entre setembro e dezembro. Enquanto a maioria dos países centro-americanos são afetados pela seca, disse ela, povoados nicaragüenses na costa do Caribe estão sendo castigados por inundações, e ambas as situações acarretam a mesma conseqüência: fome. Quase a sexta parte dos famintos é constituída, segundo o PMA, pela população de Honduras - o país, de 6,5 milhões de habitantes, é um dos mais duramente atingidos pela seca. "A escassez de alimentos está sendo considerada como o problema mais grave depois do furacão Mitch que devastou o país há três anos", diz um informe do PMA. Em 1998, a passagem do Mitch por Honduras deixou 5.657 mortos, 8.058 desaparecidos, 12.000 feridos e quase 3 milhões de desabrigados e atingidos por danos materiais. Antolini disse que o PMA está solicitando a ajuda da comunidde internacional e ods países doadores, a fim de obter uma resposta imediata. "Temos que preparar-nos para ver o que acontecerá até o final do ano; não queria que fosse pior do que hoje" - quando 927.551 pessoas perderam suas plantações de grãos, das quais 324.643 já estão em situação extremamente vulnerável. Se a situação piorar, acrescentou a diretora, o problema será "gravíssimo".

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