Damir Sagolj/Reuters
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Secas afetam produção agrícola norte-coreana

A desintegração da União Soviética, no início dos anos 90, provocou uma fome sem precedentes na Coreia do Norte, que matou entre 600 mil e 1 milhão de pessoas

O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2017 | 05h00

WASHINGTON - Depois de crescer durante seis anos consecutivos, a produção agrícola da Coreia do Norte diminuiu em 2015 e 2016 e deve sofrer outro baque em 2017 em razão de secas que atingem o país. Mas uma parcela significativa do déficit na oferta de alimentos está sendo suprida por importações da China.

No segundo trimestre de 2017, os embarques de milho enviados pelo país vizinho atingiram 12,7 mil toneladas, crescimento de 30 vezes em relação a igual período do ano passado. Dados preliminares indicam que as importações de arroz passaram de 3,5 milhões de toneladas, no segundo trimestre de 2016, para 11 milhões de toneladas em igual período de 2017.

Em um indício do aumento do consumo na Coreia do Norte, as vendas de bebidas destiladas quadruplicaram, para 9,5 milhões de litros. 

A desintegração da União Soviética, no início dos anos 90, provocou uma fome sem precedentes na Coreia do Norte, que matou entre 600 mil e 1 milhão de pessoas. 

Naquele período, a produção anual de alimentos caiu para entre 2,5 milhões e 3 milhões de toneladas. Para evitar a fome, a Coreia do Norte precisa produzir entre 5,2 milhões e 5,5 milhões de toneladas de alimentos. Em 2014, a colheita de grãos foi de 5,24 milhões de toneladas.

A FAO, Organização para Agricultura e Alimentos das Nações Unidas, estima que o governo da Coreia do Norte terá de importar pelo menos 500 mil toneladas de cereais neste ano para evitar uma nova onda de fome no país, como a ocorrida no início dos anos 90. Até agora, a aliada China parece que está atendendo a essa crescente demanda na Coreia do Norte.

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