Secretário da Otan minimiza divergências entre aliados

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Lord Robertson, minimizou as divergências entre os aliados que levaram a organização a adiar o início do planejamento militar sobre um possível apoio pela aliança a uma eventual guerra liderada pelos EUA contra o Iraque. "Não é uma espécie de ruptura", afirmou Robertson. "Há apenas um desacordo sobre o timing e não sobre a substância", declarou. Robertson afirmou que tem certeza de que as 19 nações que formam a Otan deverão concordar, em breve, em começar a avaliar o pacote de medidas proposto pelos EUA, que inclui a proteção da Turquia, o único país integrante da OTAN com fronteira com o Iraque. "Tenho certeza de que a aliança ficará ao lado da Turquia", disse. Ontem, a França e a Alemanha forçaram a Otan a adiar a ordem dada a planejadores militares para que começassem a avaliar as propostas apresentadas pelos EUA. Além da proteção à Turquia, as propostas dos EUA incluem o uso de bases da Otan e aviões de vigilância AWACS e cobertura para as tropas dos EUA enviadas ao Golfo Pérsico. Os EUA também querem que a OTAN assuma um papel de mantenedora da paz após uma guerra. A Alemanha e a França estão preocupados que o início de um preparativo militar pela Otan dê o sinal errado de que a guerra seria inevitável, enquanto mantêm as esperanças de que haja uma solução diplomática para a questão.

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