Secretário de Defesa dos EUA aponta desgaste da Otan

Os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) precisam reunir recursos financeiros para reforçar seu declinante poderio militar. A intervenção aérea na Líbia evidenciou deficiências graves dos países aliados da Otan, e os governos europeus terão de chegar a um acordo sobre as medidas prioritárias que devem ser tomadas no esforço comum de defesa, para solucionar o problema, sob risco de perder a capacidade de enfrentar campanhas militares no futuro. As declarações são do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates.

Dan De Luce, France Presse, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2011 | 00h00

Segundo Gates, que deve deixar o cargo essa semana após mais de quatro anos à frente do Pentágono, os aliados europeus gastam mais de US$ 300 milhões em defesa, mas muitas vezes "de maneira descoordenada". O secretário americano de Defesa voltou a advertir sobre um futuro potencialmente "sombrio" para a Otan, como tinha feito em um contundente discurso em Bruxelas, no início do mês. "A verdade é que há muita capacidade militar e muito dinheiro sendo desperdiçado na Europa", declarou Gates, que alerta sobre a necessidade de "maior integração" entre os países membros da Otan. A falta de união de recursos e de coordenação no treinamento das tropas e outros esforços são "maus sinais".

Em Bruxelas, Gates chegou a afirmar que faltam munição, aviões e estrategistas às tropas da Otan na Líbia. As críticas provocaram uma resposta dura do presidente da França, Nicolas Sarkozy, segundo o qual os comentários do secretário americano de Defesa refletem a "amargura" de alguém que está prestes a se aposentar. Sarkozy afirmou, ainda, que as declarações de Gates eram "completamente falsas".

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