AFP PHOTO / Thomas WATKINS
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Secretário de Defesa dos EUA chega ao Afeganistão para visita surpresa após ataque do Taleban

Jim Mattis deve se reunir com autoridades afegãs, incluindo o presidente Ashraf Ghani, menos de duas semanas depois de Washington disparar a bomba mais potente de seu arsenal convencional contra posições do grupo Estado Islâmico no leste do país

O Estado de S.Paulo

24 Abril 2017 | 05h22
Atualizado 24 Abril 2017 | 12h49

CABUL - O secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, desembarcou nesta segunda-feira, 24, no Afeganistão para uma visita surpresa, confirmou um funcionário do departamento americano, poucas horas depois da renúncia de seu colega afegão após um grande atentado do Taleban contra uma base militar.

Em sua primeira visita ao Afeganistão como chefe do Pentágono, Mattis planejava se reunir com as autoridades afegãs, incluindo o presidente Ashraf Ghani, menos de duas semanas depois de os EUA dispararem a bomba mais potente de seu arsenal convencional contra posições do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no leste do país.

Sua visita coincide com as renúncias do ministro da Defesa, Abdullah Habibi, e do Estado-Maior do Exército, o general Qadam Shah Shahim. Elas ocorreram após uma chuva de críticas contra o governo depois do ataque do Taleban contra uma base militar próxima à cidade de Mazar-e-Sharif na sexta-feira 21.

Para a imprensa, o ministro disse que renunciava para preservar os direitos da nação, mas não expressou nenhuma desculpa ou lamento. Além disso, Ghani também anunciou a destituição de quatro generais do Exército, sem fornecer mais detalhes.

Dez homens do Taleban disfarçados com uniforme e fortemente armados entraram na base com tanques na sexta-feira e abriram fogo contra os soldados, reunidos desarmados na mesquita e no refeitório. Acredita-se que tenha sido o ataque mais mortífero já realizado pelo grupo contra uma base militar.

Ainda não se sabe o balanço exato dos mortos no atentado, mas oscilaria entre 130 e 160 vítimas, segundo informações não oficiais. As autoridades informaram que houve "mais de 100 mortos ou feridos".

O governo de Donald Trump pondera a possibilidade de enviar mais tropas ao território afegão, a pedido do principal comandante americano em Cabul, John Nicholson. Para Mattis, Cabul é a última parada de uma viagem que passou por seis países durante uma semana, e visa reforçar relações com aliados e atualizar a situação do conflito. / AP e AFP

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