Eric Baradat / AFP
Eric Baradat / AFP

Secretário de Estado americano acusa Irã de ataque a petroleiros

Em entrevista à rede CBS, Mike Pompeo prometeu que Washington garantirá a livre navegação no Estreito de Ormuz, uma via chave para o petróleo

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2019 | 19h53

WASHINGTON - O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou neste domingo, 16, o Irã de ter atacado petroleiros e derrubado um drone americano, e prometeu que seu país irá garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz, uma via chave para o petróleo.

Em entrevista à rede CBS, Pompeo confirmou que um drone MQ-9 Reaper dos Estados Unidos caiu no dia 6 de junho em razão do impacto de um míssil disparado do Iêmen, e que, segundo avaliações, este ataque teria sido realizado com a ajuda do Irã.

Segundo o Comando Central do Departamento de Defesa (Centcom), foi utilizada no ataque uma versão melhorada do míssil terra-ar iraniano SA-7. Um segundo lançamento de míssil contra um drone americano, desta vez fracassado, foi registrado no mesmo dia do ataque aos petroleiros.

Pompeo não comentou que opções os EUA estão considerando para proteger o transporte marítimo ou para punir o Irã após os ataques desta semana aos petroleiros no Golfo de Omã, mas reiterou que o presidente Donald Trump não está buscando uma guerra com aquele país.

"O que devem ter em mente é que iremos garantir a liberdade de navegação pelo estreito", afirmou Pompeo em entrevista ao programa "Fox News Sunday".

O Irã negou as acusações dos EUA, assinalando que elas foram feitas "sem provas factuais ou circunstanciais".

Um terço da produção mundial de petróleo transportada pelo mar passa pelo Estreito de Ormuz, canal que faz limite, ao norte, com o Irã e que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.

"Este é um desafio internacional, importante para todo o planeta. Os EUA irão se assegurar de realizar todas as ações necessárias, diplomáticas ou de outro tipo, para obter a liberdade de navegação", ressaltou Pompeo.

O secretário de Estado não apresentou provas da participação do Irã nos ataques do dia 13, mas insistiu: "Não há equívocos sobre o que aconteceu aqui. Estes foram ataques realizados pelo Irã contra navios comerciais, contra a liberdade de navegação, com a clara intenção de impedir a circulação no estreito." / AFP

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