Mark Schiefelbein/Reuters
Mark Schiefelbein/Reuters

Secretário de Estado americano visita a China em meio ao aumento de tensão na Ásia

Em primeiro compromisso na região, Rex Tillerson tem de enfrentar crise crescente nas relações entre China, Japão e Coreia do Norte

O Estado de S.Paulo

18 de março de 2017 | 04h03

PEQUIM - O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, chegou à China neste sábado, 18, para tratar do programa nuclear da Coreia do Norte, de comércio e também das disputas territoriais no Mar do Sul da China.

O novo chefe da diplomacia chegou a Pequim vindo da Coreia do Sul, onde anunciou o final da política de "paciência estratégica" seguida pelos Estados Unidos em relação a Pyongyang e seu programa nuclear e balístico.

A visita de Tillerson ocorre depois de o secretário ter advertido que ações militares preventivas contra a Coreia do Norte poderiam ser necessárias caso as ameaças contra o Ocidente continuem. Ele, no entanto, ressaltou que os Estados Unidos "não querem um conflito militar".

A China é considerada a única potência com alguma influência sobre o regime norte-coreano. Por causa disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou em tuíte nesta sexta-feira, 17, a atuação do governo chinês frente aos norte-coreanos. "A Coreia do Norte está se comportamento muito mal. A China fez pouco para ajudar", escreveu Trump.

A Coreia do Norte tenta tornar-se uma potência nuclear há alguns anos e tem realizado testes nucleares que resultaram sanções da comunidade internacional.

Tillerson também terá de lidar em sua visita com o mal-estar das críticas do presidente à política comercial chinesa. Durante a campanha, Trump acusou o gigante asiático de 'roubar' empresas e empregos dos Estados Unidos, com redução de impostos e mão-de-obra mais barata.

O chefe da diplomacia ainda enfrenta a escala da tensão entre a China e o Japão, que disputam territórios insulares no Mar do Sul da China desde a década de 1960. Em fevereiro, quando recebeu o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, na Casa Branca, Trump reiterou o tratado de segurança que garante a soberania nipônica das ilhas Senkaku. / AFP e AP

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