Secretário de Justiça do México renuncia

O secretário de Justiça do México, Arturo Chávez Chávez, renunciou ao cargo, informou hoje um funcionário da pasta, que tem status ministerial. Chávez é o segundo secretário a renunciar durante o governo do presidente Felipe Calderón e sua saída do cargo deverá ser anunciada mais tarde pelo Executivo, disse o funcionário, sob anonimato, à Associated Press.

AE, Agência Estado

31 de março de 2011 | 16h59

A renúncia ocorre algumas semanas após ser divulgado um telegrama diplomático dos Estados Unidos, no qual a embaixada americana no México considerou inexplicável a nomeação de Chávez ao cargo de secretário de Justiça.

Chávez assumiu o cargo em setembro de 2009, após a renúncia do seu antecessor Eduardo Medina Mora, que foi um dos artífices da guerra que Calderón conduz contra os cartéis do narcotráfico desde 2006. O candidato a substituir Chávez deverá ser indicado pelo Executivo e submetido a escrutínio no Senado.

Mais de 34.600 pessoas foram mortas na violência ligada ao narcotráfico no México desde o final de 2006, quando Calderón tomou posse.

Ainda não se sabe quem Calderón indicará para o cargo, mas reportagens publicadas nesta semana na imprensa mexicana indicam que poderá ser Marisela Morales, a atual responsável pelo combate ao crime organizado. Marisela esteve em evidência na semana passada, quando recebeu o Prêmio Internacional das Mulheres de 2011, em Washington, entregue pela primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, e pela secretária de Estado, Hillary Clinton.

Chávez chegou ao cargo de secretário de Justiça em meio a críticas de grupos de defesa dos direitos humanos e dos direitos civis, que questionavam seu trabalho como procurador no Estado de Chihuahua, no norte do México, entre 1996 e 1998. Na época, ocorreu uma onda de assassinatos de mulheres na região.

Em telegrama datado de setembro de 2009, a embaixada americana no México assinalou que nomeação de Chávez era "totalmente inesperada e politicamente inexplicável". Os americanos consideravam que Chávez parecia ter capacidade política limitada e que seria ofuscado pelo secretário de Segurança Pública, Genaro García Luna. As informações são da Associated Press.

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