Tolga Akmen / AFP
Tolga Akmen / AFP

Secretário de Saúde britânico pede demissão após quebrar regras do confinamento e beijar auxiliar

Matt Hancock tem estado no centro da luta do governo contra a pandemia, aparecendo rotineiramente na televisão e no rádio para dizer às pessoas que sigam as regras estritas para conter o coronavírus

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2021 | 15h07

LONDRES - O secretário da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, pediu demissão neste sábado, 26, depois de ser pego quebrando as regras do confinamento para conter a covid-19 ao beijar e abraçar uma assessora do seu gabinete com quem mantinha uma relação extraconjugal. A imagem enfureceu colegas e o público obrigado a se confinar.

O político, de 42 anos, escreveu ao primeiro-ministro Boris Johnson pedindo sua renúncia depois que o jornal The Sun publicou fotos do secretário, que é casado, abraçando uma mulher que ele havia nomeado para uma função financiada pelo contribuinte para examinar o desempenho de seu departamento. De acordo com a reportagem, as imagens tiradas de um circuito fechado de televisão são de 6 de maio, 11 dias antes de o governo flexibilizar a quarentena.

Hancock tem estado no centro da luta do governo contra a pandemia, aparecendo rotineiramente na televisão e no rádio para dizer às pessoas que sigam as regras estritas para conter o coronavírus. "Devemos ser honestos às pessoas que se sacrificaram tanto nesta pandemia quando as decepcionamos, como fiz ao violar a orientação", disse ele na carta.

Johnson disse em resposta que lamentava receber o pedido. "Você deve estar imensamente orgulhoso de seu serviço", escreveu ele. "Agradeço seu apoio e acredito que sua contribuição para o serviço público está longe de terminar."

O Sun mostrou Hancock beijando a assessora em seu escritório no mês passado, numa época em que era contra as regras que as pessoas tivessem contato íntimo com uma pessoa de fora de sua casa.  

A assessora, Gina Coladangelo, era uma antiga conhecida de Hancok dos tempos que os dois estudavam juntos na Oxford University e foi chamada por ele para trabalhar em seu gabinete no ano passado./REUTERS e AP 

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