REUTERS/Kevin Lamarque
REUTERS/Kevin Lamarque

Secretário do Interior do governo Trump anuncia que deixará o cargo

Ele se tornou querido da indústria de energia e mineração e alvo preferencial de grupos de proteção ao meio ambiente; críticos questionam sua postura ética

O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2018 | 18h18

WASHINGTON - O secretário de Interior dos EUA, Ryan Zinke, deixará o cargo este mês após quase dois anos, disse o presidente Donald Trump neste sábado, 15, na mais recente baixa de seu governo.

Trump não explicou a razão para a saída de Zinke. Contudo, o ex-fuzileiro-naval e ex-congressista de Montana tem sido alvo de questionamentos sobre o uso de seu aparato de segurança, a contratação de voos fretados e um negócio imobiliário.

“Ryan conquistou muito em sua passagem e quero agradecê-lo por seu serviço à nossa nação”, disse Trump no Twitter. “O governo Trump anunciará o novo secretário de Interior na próxima semana”, acrescentou.

Ele se tornou querido da indústria de energia e mineração e alvo preferencial de grupos de proteção ao meio ambiente. Críticos questionam a postura ética de Zinke. Alguns atos seus resultaram na abertura de investigações pelo governo. 

Em sua carta de demissão, obtida pela agência Associated Press, Zinke afirmou que "ataques perversos e politicamente motivados" a ele e à sua família "criaram uma infeliz distração" para cumprir a missão da agência. Ele citou alegações "sem mérito e falsas", e disse que "para alguns, a verdade não importa mais".

Zinke enfrenta investigações a respeito de suas viagens, atividades políticas e possíveis conflitos de interesse. Segundo membros do comitê de Recursos Naturais da Câmara dos Deputados dos EUA, o comitê não pretende abandonar as investigações, mesmo após ele deixar o cargo.

À frente da secretaria, Zinke trabalhou em prol da agenda de Trump de promover a exploração de petróleo e a mineração de carvão, expandindo as concessões federais, cortando taxas de royalty e reduzindo as proteções sobre o solo.

Zinke, de 51 anos, foi um dos mais ativos membros do gabinete de Trump, reduzindo enormes áreas de proteção natural no Estado de Utah a uma fração de seu tamanho original e propondo exploração de petróleo no Ártico, Pacífico e Atlântico. / AP e REUTERS 

Mais conteúdo sobre:
Donald Trump

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.