Secretário dos EUA chega a Genebra para tentar acordo nuclear com Irã

John Kerry e ministros de outros países estão na Suíça; chanceler iraniano já atencipa que não cederá a 'demandas excessivas'

Agência Estado

23 de novembro de 2013 | 08h01

O secretário de Estado americano, John Kerry, e ministros das Relações Exteriores das principais potências mundiais estão neste sábado, 23, em Genebra, na Suíça, para tratar das conversas nucleares com o Irã, após relatos de progresso nas negociações para restringir o programa nuclear iraniano em troca de um alívio das sanções ao país.

Jen Psaki, porta-voz do Departamento de Estado, disse nesta sexta-feira que Kerry se dirigia a Genebra para "ajudar a estreitar as diferenças", horas após a chegada do chanceler russo, Sergey Lavrov. Kerry, que desembarcou neste sábado, disse, antes de deixar Washington, que não tinha expectativa de que um acordo pudesse ser alcançado esta semana. No entanto, após conversar com a chefe de política externa da União Europeia (UE), Catherine Ashton, ele decidiu viajar a Genebra para ajudar os negociadores a estreitar as diferenças.

O ministro de Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, disse neste sábado que o país não vai ceder a "demandas excessivas". Para Zarif, as negociações entraram em uma fase crítica.

"Vamos definitivamente nos opor a demandas excessivas", afirmou. Ele também disse que as conversas entraram em um "momento muito difícil" após a chegada de todos os chanceleres das seis potências mundiais. O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, também afirmou que as negociações "permanecem difíceis".

O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, foi o primeiro a chegar a Genebra neste sábado. "Sobre o assunto nuclear iraniano, quero um acordo sólido e estou aqui para trabalhar nesse objetivo", afirmou a jornalistas. Pelo lado britânico, William Hague anunciou que também viajaria para Genebra. O anúncio se seguiu a um dia no qual os diplomatas aparentemente estavam cada vez mais otimistas de que um acordo poderia ser costurado.

Um diplomata, sob condição de anonimato, disse que o chanceler iraniano e Ashton progrediram em um ponto-chave: a alegação do Irã de ter direito a produzir combustível nuclear por meio do enriquecimento de urânio. A agência oficial iraniana Irna citou o vice-chanceler do Irã, Abbas Araghchi, dizendo que o direito do Irã para enriquecimento de urânio deve ser parte do acordo.

Fontes: Associated Press e Dow Jones Newswires

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