AFP PHOTO / MARVIN RECINOS
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Proposta de Constituinte na Venezuela é uma fraude, diz secretário-geral da OEA

Na sexta-feira, a Venezuela iniciou, com a queixa da Carta da OEA (seu documento de fundação) um processo que não tem precedentes para retirar o país do órgão

O Estado de S. Paulo

02 Maio 2017 | 08h28

WASHINGTON - A proposta do governo da Venezuela de convocar uma Assembleia Constituinte é "fraudulenta", porque "o povo é o único que conta com o poder constituinte", denunciou nesta terça-feira, 2, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro.Em uma mensagem gravada em vídeo, Almagro declarou que "a proposta anunciada é errada, inconstitucional e fraudulenta".

Ontem, o secretário-geral advertiu que ele e os países que integram o órgão irão "vigiar" para que o governo de Nicolás Maduro não "consolide" uma "ditadura" na Venezuela.

"O fato de ter apresentado uma nota para se retirar da OEA, não dá carta branca ao regime para se consolidar como ditadura. Os países, assim como o secretário-geral, garantirão que isso não vai ocorrer", disse Almagro em uma mensagem divulgada em suas redes sociais.

Na sexta-feira, a Venezuela iniciou, com a queixa da Carta da OEA (seu documento de fundação) um processo que não tem precedentes para retirar o país do órgão, algo que, no entanto, não acontecerá nos próximos dois anos.

Almagro recebeu pessoalmente a solicitação das mãos da representante de Caracas na OEA, Carmen Velásquez, que disse que a saída representava "um dia de vitória, um momento histórico, uma nova independência para Venezuela e região".

Por sua vez, Almagro declarou que "a saída da OEA não é a solução, que é a redemocratização do país". Ele também reiterou que "o cumprimento da Carta Democrática é sim a solução" para superar a crise venezuelana. / EFE e AFP

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