Secretário-geral da OEA pedirá readmissão de Cuba

José Miguel Insulza diz que fará pedido na próxima reunião da organização em junho, em Honduras

, O Estadao de S.Paulo

18 de abril de 2009 | 00h00

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o chileno José Miguel Insulza, afirmou ontem que vai pedir aos integrantes da organização que readmitam Cuba como membro. Insulza disse que vai pedir à Assembleia-Geral da OEA que anule a suspensão de 1962 em sua próxima reunião, marcada para junho, em Honduras .Cuba foi suspensa da OEA há 47 anos. A resolução, tomada na Conferência de Punta Del Este, em 1962, determinava que o regime comunista cubano era incompatível com os princípios da organização e coincidiu com a imposição do embargo americano à ilha. "Eu sempre disse que a primeira coisa que devemos fazer na OEA é anular a suspensão de Cuba antes de qualquer coisa Só então podemos falar com Cuba", afirmou Insulza. "Ele (Insulza) agora vai pisar no acelerador porque acabar com a suspensão de Cuba valorizaria a OEA", disse uma fonte do Itamaraty. "É o desejo de todos os países da organização, menos um", afirmou o diplomata, em clara referência aos EUA. Washington resiste em readmitir Cuba na OEA. Antes, a Casa Branca exige contrapartidas "democráticas", como a libertação de presos políticos e a liberdade de expressão. O embaixador Jeffrey Davidow, assistente do presidente Barack Obama para a Cúpula, já afirmou que Havana não segue os princípios democráticos necessários para a reintegração à OEA.VETONa quinta-feira, durante a cúpula da Alternativa Bolivariana (Alba), em Cumaná, na Venezuela, Raúl Castro disse que "a OEA deveria "acabar". Segundo ele, Cuba nunca entrará na organização, que ele classificou de "instrumento dos EUA". "Insulza sabe que nós não podemos nem ouvir o nome de uma instituição que nunca ajudou nosso povo."Insulza tentou minimizar os comentários de Raúl Castro. "É natural que um país que está suspenso há quase 50 anos de uma organização esteja irritado", afirmou o chileno.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.