MIKE SEGAR/REUTERS
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Secretário-geral da ONU pede aos países 'ações decisivas' contra Estado Islâmico

Ban não disse quais passos ele esperava que fossem tomados pelos países membros da ONU, mas elogiou os recentes ataques aéreos dos Estados Unidos

LOUIS CHARBONNEAU, REUTERS

16 de setembro de 2014 | 17h07

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos países com a capacidade de agir que tomem uma ação decisiva contra os militantes do Estado Islâmico, que assumiram o controle de grandes faixas do Iraque e Síria.

"Eu... peço à comunidade internacional, e àqueles que possuem os meios, que ajam decisivamente e após uma reflexão sóbria", disse Ban a jornalistas nesta terça-feira. "É crítico continuar na vanguarda da proteção aos civis."

Ban não disse quais passos ele esperava que fossem tomados pelos países membros da ONU, mas elogiou os recentes ataques aéreos dos Estados Unidos contra os militantes do Estado Islâmico com o objetivo de ajudar civis encurralados no Iraque.

"Esses ataques aéreos e a operação militar que foi feita a pedido do governo do Iraque foi capaz de ajudar as Nações Unidas e outros atores a... salvar muitas vidas humanas", disse ele.

"A ONU foi capaz de entregar ajuda humanitária a muitas pessoas encurraladas dentro e ao redor do Monte Sinjar", disse Ban. "Está claro que (o grupo Estado Islâmico é) uma ameaça à paz e segurança internacional, como já havia sido declarado pelo Conselho de Segurança."

Diplomatas da ONU disseram que embora a condução de ataques aéreos no Iraque não tenha levantado questões legais por serem feitos a pedido do governo iraquiano, seria problemático garantir a legalidade de um bombardeio contra militantes na Síria.

Muitos países ocidentais não mais reconhecem o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, como uma autoridade legítima, mas diplomatas afirmam ser pouco claro se o grupo de oposição Coalizão Nacional Síria teria autoridade legal para solicitar uma ação militar em território sírio.

E tese, o Conselho de Segurança da ONU poderia autorizar uma ação militar contra o Estado Islâmico na Síria.

Ban disse esperar que o Conselho de Segurança, formado por 15 países, assuma um "papel de liderança" para lidar com a ameaça militante, embora diplomatas do conselho duvidem que o órgão autorize ataques aéreos em território sírio, já que a Rússia, aliada da Síria, provavelmente vetaria uma proposta do tipo.

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