Secretário-geral da Otan mantém alerta para Afeganistão

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, pediu hoje que a aliança se mantenha alerta em relação ao Afeganistão a fim de evitar que o país se torne um campo de treinamento da Al-Qaeda. Segundo Rasmussen, o Afeganistão é o desafio mais complexo já enfrentado pela organização.

AE-AP, Agencia Estado

22 de outubro de 2009 | 15h53

Alguns críticos avaliam que o custo do engajamento na guerra de oito anos é muito alto. Rasmussen, porém, defendeu que "o custo da inação seria muito mais alto".

"Deixar o Afeganistão para trás seria novamente transformar o país em um campo de treinamento para a Al-Qaeda. A pressão sobre o Paquistão, que tem armas nucleares, seria tremenda", notou. "A instabilidade se espalharia pela Ásia Central e seria apenas uma questão de tempo até que nós na Europa sentíssemos as consequências de tudo isso."

O secretário-geral falou durante uma conferência de segurança em Bratislava, antes de um encontro dos ministros da Defesa dos membros da Otan. O secretário-geral também defende maior cooperação entre a aliança e a Rússia. Ele disse esperar que Moscou se envolva mais com o Afeganistão, onde o Taleban ganhou força e obtém vitórias, forçando os Estados Unidos a revisarem sua estratégia para o país.

A Rússia deu algum apoio à campanha contra o terrorismo no Afeganistão, permitindo que materiais fossem transportados por seu território, por exemplo. Mas o país não enviou tropas e há sinais divergentes sobre o nível de apoio russo à operação.

Moscou já se envolveu em uma devastadora guerra no Afeganistão nos anos 1980, que deixou 15 mil soldados soviéticos mortos. A operação representou, na época, uma humilhante derrota para a superpotência União Soviética.

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