Brendan Smialowski / AFP
Brendan Smialowski / AFP

Secretário interino de Segurança Interna dos EUA renuncia após violência em Washington

Wolf, que chefia o departamento desde novembro de 2019, criticou na semana passada a 'trágica' tomada do Capitólio por extremistas pór-Trump, que deixou cinco mortos; Biden diz não ter medo de tomar posse

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2021 | 21h54

WASHINGTON - O secretário interino do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), Chad Wolf, apresentou sua renúncia nesta segunda-feira, 11, em meio a preocupações crescentes com mais atos de violência durante a posse do presidente eleito Joe Biden na próxima semana, disse um funcionário do departamento.

O funcionário confirmou a informação da renúncia, mas não explicou seus motivos. Pete Gaynor, chefe da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês), assumirá como secretário interino, acrescentou.

Wolf, que chefia o departamento desde novembro de 2019, criticou na semana passada a "trágica" tomada do Capitólio por partidários do presidente Donald Trump.

A saída ocorre no momento em que são relatadas novas ameaças de ações extremistas antes ou durante a posse de Biden, marcada para o dia 20, em Washington. Na semana passada, ele pediu a Trump e a todos os funcionários eleitos do governo para que condenassem com firmeza a violência no Congresso, que deixou cinco mortos, incluindo um policial do Capitólio. 

Wolf afirmou que sempre condenou a violência em todos os espectros políticos, especificamente a dirigida contra a Polícia. Ele tuitou então que o que o uso dela por partidários radicais do presidente para alcançar seus objetivos políticos era inaceitável. 

Biden diz não ter medo de tomar posse

Nesta segunda-feira, Biden declarou que não tem medo de ser empossado na área externa do Capitólio, como é tradição, mesmo depois da invasão ao edifício legislativo e ameaças de radicais na internet. "Não tenho medo de fazer o juramento ao ar livre", declarou Biden uma aparição pública na qual recebeu a segunda dose da vacina contra o coronavírus.

Biden reiterou que Trump não deveria estar no poder, mas não comentou o apelo feito na última quarta pelos democratas no Congresso ao atual vice-presidente, Mike Pence, e ao Poder Executivo para invocar a 25ª Emenda para retirar o chefe de Estado do cargo.

O presidente eleito também disse esperar que aqueles que se envolveram em comportamentos classificados por ele como "sediciosos" na violenta tomada do Capitólio paguem pelo que fizeram.

Biden assumirá a presidência na quarta-feira da semana que vem em uma cerimônia tradicionalmente realizada nos degraus do Capitólio, rodeado pela elite do poder americano.

A invasão ao Capitólio ocorreu na última quarta-feira, quando os legisladores procederam para certificar a vitória eleitoral de Biden. Em um discurso diante de seus apoiadores reunidos em frente à Casa Branca, Trump os convocou a marchar até o edifício legislativo e repetiu suas acusações infundadas de que era vítima de fraude na derrota para o democrata, em novembro. /AFP, AP e EFE  

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