Reprodução/Clarin.com
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Sede do jornal Clarín é atacada com coquetéis molotov na Argentina

Grupo editorial acredita que ação com coquetéis molotov foi uma 'expressão violenta de intolerância contra um meio de comunicação' e caso é investigado pela justiça federal

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2021 | 15h52

O prédio onde funciona o jornal Clarín, na Argentinafoi atacado na noite da segunda-feira 22 por desconhecidos que lançaram bombas tipo coquetéis molotov. Segundo o grupo editorial, não houve vítimas ou danos ao edifício. 

“Lamentamos e condenamos esse acontecimento grave, que parece ser, de imediato, uma expressão violenta de intolerância contra um meio de comunicação e aguardamos seu urgente esclarecimento e punição”, disse o Grupo Clarín em nota nesta terça-feira, 23.

O presidente argentino, Alberto Fernández, repudiou o ataque, afirmando que “a violência sempre altera a convivência democrática”. “Esperamos que os fatos sejam esclarecidos e os autores sejam identificados a partir da investigação que está em andamento”, disse o presidente por meio do Twitter.

O ministro do Interior, Aníbal Fernández, também condenou o ataque. "Confio que os autores desse ataque serão identificados e punidos", disse ele.

A Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (ADEPA) "condena veementemente o acontecimento" que descreveu como um "grave atentado à liberdade de expressão".

O ataque

Segundo a denúncia, o ataque ocorreu por volta da meia-noite de segunda-feira, quando um grupo de nove pessoas com os rostos cobertos atirou contra o prédio do Clarín, no bairro de Barracas, em Buenos Aires.

O prédio foi fechado e não houve vítimas ou danos materiais. O ataque foi registrado pelas câmeras de segurança do local. O caso é investigado pela justiça federal. / AFP

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