Ségolène quer unir a França em nome da mudança

Diante tenta de um Partido Socialista (PS) há muito dividido e de uma nação cansada da política, a escolhida candidata a presidente Ségolène Royal prometeu nesta sexta-feira ouvir o povo e agir de acordo com os interesses de todos, se ela se tornar a primeira mulher presidente da França. Royal não apresentou planos específicos para o país, ou como irá resgatá-lo da estagnação econômica. Em vez disso, seu discurso da vitória, assim como a campanha que levou à sua eleição como candidata socialista, faz apelos diretos ao povo. "O mundo mudou, a França mudou. Então a política também tem que mudar. Eu não quero apenas realizar essa mudança profunda, mas construí-la com vocês", disse em discurso na cidade de Melle, na região da qual ela é presidente. Sua vitória decisiva na primária sugere que o Partido está pronto para colocar de lado divisões internas na sua tentativa de recuperar o poder nas eleições presidenciais de abril. A união do Partido será crucial na batalha que está por vir, provavelmente contra o conservador ministro do Interior Nicolas Sarkozy. Na votação desta quinta-feira pelo Partido Socialista, Royal venceu com 60,62% dos votos, sobre o ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn com 20.83%, e sobre o ex-premier Laurent Fabius, com 18,54% dos votos.

Agencia Estado,

17 Novembro 2006 | 14h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.