Ségolène Royal chega à China com agenda polêmica

A primeira mulher candidata à Presidência da França, a socialista Ségolène Royal, chegou neste sábado à China para se reunir com os líderes comunistas, com os quais falará de direitos humanos e sobre a transferência de empresas francesas para o país.Royal defende que as empresas francesas que passem para outros países devolvam as ajudas que receberam do governo francês.A socialista adiantou qual seria a sua postura diante dasautoridades chinesas. "Devemos nos organizar para que odesenvolvimento da China seja uma oportunidade para a criação de empregos. Alguns países estão conseguindo fazer isso. A pergunta é por que a França não consegue", disse.Quanto aos direitos humanos, um assunto espinhoso para Pequim, Royal cobrar dos dirigentes comunistas a ratificação, ainda pendente, do Pacto da ONU sobre direitos civis e políticos. Mas ela ressaltou que seu objetivo não é "dar lições".Outro objetivo na visita de quatro dias é promover a imageminternacional de Royal em sua segunda viagem ao exterior desde que foi nomeada candidata, em novembro. A anterior foi um polêmico encontro com membros da formação radical xiita Hezbollah, no Líbano.A agenda de Royal em Pequim inclui visitas turísticas à Grande Muralha e às obras dos estádios olímpicos neste sábado.A candidata socialista se reunirá no domingo com Wang Jiarui, diretor do Departamento Internacional do Partido Comunista da China, com status ministerial. O objetivo será "intercambiar pontos de vista entre partidos sobre as relações bilaterais", segundo porta-vozes do PCCh.O Ministério de Relações Exteriores chinês evitou confirmar um encontro com o presidente da China, Hu Jintao.Royal fez parte do grupo de legisladores socialistas que, em 2004, boicotou um discurso de Hu na Câmara francesa.Na tarde da segunda-feira delegação se reunirá com a comunidade francesa em Pequim e na terça-feira de manhã, antes de seu retorno a Paris, dará uma entrevista coletiva.

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