Seguidores de Obama e Hillary diminuem tom de campanha

Seguidores de Hillary Clinton e deBarack Obama atenuaram o tom da campanha no fim de semana,temendo que a disputa interna do Partido Democrata acabeajudando o republicano John McCain na eleição geral denovembro. Durante todo o domingo, em todo o circuito dos "talkshows", jornalistas tentavam em vão arrancar ataques mútuosentre simpatizantes dos candidatos. Fora dos estúdios, porém,os dois lados mantinham o agressivo clima de disputa que marcouas últimas semanas. "O que a senadora Clinton está escondendo, o que está àespreita nesses documentos que ela acredita que os eleitoresnão têm o direito de conhecer?", disse Robert Gibbs, porta-vozde Obama, em teleconferência com jornalistas, referindo-se adeclarações de bens pessoais da rival e a emendas orçamentáriasdefendidas por ela no Senado. Já os seguidores de Hillary dizem que a campanha de Obamatorna os ataques pessoais sempre que ele sofre algum revés. "Esta é uma técnica testada e verdadeira da campanha deObama, que se torna repetidamente 'negativa' quando vêem que oimpulso trabalha contra eles", disse Mark Penn, estrategista dacampanha de Hillary, em outra teleconferência com a imprensa. A campanha de Hillary continuou dizendo que o senador nãotem experiência para ser comandante-em-chefe e pediu que eleapresente suas declarações de renda e outros documentos desdeque se tornou parlamentar estadual de Illinois, em 1997. Os candidatos propriamente ditos tiraram folga no domingo,enquanto o futuro adversário deles, John McCain, estava emBagdá --como já está virtualmente assegurado como candidato, osenador não precisa mais fazer campanha nos Estados e pode sededicar a viagens que reforcem suas credenciais de políticaexterna. (Reportagem adicional de David Wiessler, Jeff Mason eAndrew Stern)

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